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Sustentabilidade: O que a sua empresa perde sem ela?

Além da possibilidade de torná-la melhor e mais lucrativa, há 4 razões principais para colocar a sustentabilidade em prática em áreas-chave da sua empresa. Já reparou como é comum encontrar a aba “sustentabilidade” nos sites das empresas? E que todas as grandes publicações de negócios, como Época Negócios, Exame e Fast Company, falam do tema com frequência, muitas vezes dedicando edições inteiras ao assunto? Os exemplos ainda não são abundantes, mas a motivação para colocar a sustentabilidade em prática em áreas-chave do negócio está muito clara: torná-lo melhor e mais lucrativo. Conheça 4 razões que chamam a atenção de CEOs e CFOs. 1. Consolidar a cultura de desperdício zero Esta é sempre uma excelente porta de entrada. Quando falamos de desperdícios, não estamos falando apenas de resíduos, mas também de problemas de qualidade, entregas erradas para clientes e relatórios que precisam ser refeitos. Todas estas atividades são prejudiciais ao resultado, pois geram custos desnecessários, clientes insatisfeitos, funcionários impacientes e impactos ambientais negativos. Em 1995, a empresa de carpetes InterfaceFlor colocou o desperdício zero no centro do seu planejamento. De lá para cá, inovou em processos e design, reduziu em 94% os seus resíduos, economizou US$ 400 milhões e dobrou seu lucro. 2. Gerar novas fontes de receita É claro que sustentabilidade não é o único caminho para inovar e gerar novos negócios. Agora, se considerarmos que vários dos grandes problemas que vivemos hoje estão relacionados com sustentabilidade – indisponibilidade de energia, desastres climáticos, má distribuição de alimentos, centros urbanos superpopulosos, pobreza – perceberemos o tamanho da oportunidade de negócios. Pensando nisso, empresas tradicionais vêm criando linhas inteiras de novos negócios. A CEMEX, uma das gigantes de cimento mundial, lançou um produto para aumentar o isolamento térmico das construções e diminuir o consumo de energia em 20%; inovou no modelo de negócios e criou uma consultoria em construção sustentável; e expandiu seu programa de construções populares, que conta com um modelo de apoio técnico e crédito solidário que teve 43 mil famílias como clientes no ano passado. Se a oportunidade é grande para empresas consolidadas, ela é maior ainda para novas empresas, mais dispostas a romper com as tecnologias existentes e oferecer soluções radicalmente melhores. No setor brasileiro de construção, há o exemplo da TecVerde, do empreendedor Caio Bonatto. O cliente escolhe sua casa pela internet, recebe ela pronta em 3 meses e gasta 50% menos na conta de energia, pagando o equivalente a  uma casa convencional. Para a TecVerde, isso só é possível por conta da sustentabilidade: são 85% menos resíduos, ou seja, menos desperdício de material na construção. 3. Motivar funcionários a um desempenho superior Em um discurso recente, o CFO da UPS, Kurt Kuehn, contou que a empresa de logística formou uma equipe para inventar uma opção de transporte neutra em emissões de carbono. O time queria ser o primeiro a lançar tal solução no mercado e superou uma série de barreiras institucionais típicas de empresas grandes. Como resultado, o produto saiu em 9 meses, menos da metade do ciclo normal, que dura de 18 a 24 meses. “As pessoas se empolgam com essas coisas e se envolvem pessoalmente para fazer acontecer”, diz Kuehn. Essa é uma das razões pelas quais ele hoje dá muita atenção à sustentabilidade. 4. Conquistar a preferência dos investidores e financiadores O movimento por investimentos responsáveis não é novo. Desde 2002, bancos incluem questões socioambientais em suas análises de risco, em especial em grandes financiamentos e em setores chave como mineração, óleo e criação de gado. Fundos previdenciários, que precisam garantir a segurança de seus investimentos por décadas, seguiram o mesmo caminho. Um pouco mais recentes são os investimentos socioambientais movidos pela oportunidade de ganhar dinheiro. Entre 2007 e 2012, US$ 3,6 trilhões foram investidos pela iniciativa privada, de acordo com a Ethical Markets. Um exemplo é a KPCB, uma das maiores empresas de venture capital do Vale do Silício, muito conhecida por seus investimentos na Google e na Amazon. Em 2008, a empresa criou um fundo de US$ 1 bilhão para investir em tecnologias verdes, uma de suas quatro prioridades atuais. Os números e exemplos acima falam por si e mostram que sustentabilidade é um tema cada vez mais comum entre executivos e empreendedores. A partir de agora, essa coluna mensal vai trazer casos práticos e apresentar ferramentas de implementação que podem auxiliar o seu negócio a se tornar melhor e mais lucrativo. __ Este post foi retirado do artigo, “Sustentabilidade: O que a sua empresa perde sem ela?”, da Endeavor.