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Sabe como definir seu MVP?

Quem está iniciando uma startup sabe que tirar a ideia do papel pode ser mais complicado do que parece. Uma das principais preocupações de todo empreendedor é o chamado MVP – Minimun Viable Product -, que significa ter um produto minimamente viável para que a empresa possa testar a solução no mercado e começar a vender. Durante a Campus Party 2016, Felipe Matos, fundador da Startup Farm, explicou um pouco mais sobre o assunto em sua palestra no palco empreendedorismo. Segundo Felipe, a essência de uma startup é a incerteza. “Preços, produtos e modelo de negócio são uma incógnita desde seu nascimento, e entre o plano e a ação, há centenas de hipóteses que podem desviar o curso da startup”. Então, como fazer seu MVP na prática? A primeira pergunta que deve ser respondida é “qual é o mínimo que eu devo fazer para levar meu produto ao meu cliente?”. Desde a pesquisa até a versão 1.0 do produto, há um longo caminho a percorrer. Para começar, é preciso pesquisar e ter contato direto com seu cliente, sabendo o que realmente ele precisa. As interações exploratórias iniciais podem ser através de entrevistas, pesquisas e surveys. As entrevistas e pesquisas exploratórias e servem para que a startup crie um mapa de empatia de seus clientes, que tem como objetivo fazer o empreendedor entender melhor o seu cliente e quais são os desafios dele pra chegar ao problema e poder solucionar com a sua startup. As pesquisas survey ajudam a mapear a motivação que leva seus clientes atuais a continuarem utilizando a solução da empresa em questão. “Quando muitas respostas de clientes começam a se repetir você sabe que está no caminho certo”. A seguir, estão os protótipos não funcionais: landing pages com testes A/B, teasers, wireframes, video demo e “tela fake”. Montando duas páginas na web (A e B), é possível montar duas formas de comunicação com propostas de valor distintas e descobrir qual delas tem mais visualizações, cliques e é melhor “aceita” pelos consumidores. “Nesse modelo você pode testar preço, layout, design e proposta de valor. O Teste AB é super poderoso, você gasta pouco e testa diversos aspectos do seu produto”, diz Felipe.  Já as campanhas de “tela fake”, são interessantes para que se descubra qual é o interesse que o público tem no produto que será oferecido, saber o que precisa fazer primeiro, o que precisa desenvolver, o que colocar na tela principal da sua página, etc. “Este modelo não escala, mas é um bom teste. Você pode tabém criar uma marca fake, caso não queira queimar sua marca com o público”, explica. Depois que descobrir o que o cliente quer e como quer, chegou a hora de testar o MVP, começando pela versão alpha… Nesta primeira versão funcional do seu produto,  muitos ajustes ainda serão feitos e podem ocorrer muitos erros e falha de performance. O número de usuários deve ser o mínimo para aprender o suficiente até chegar na próxima fase. O relacionamento com os clientes deve ser muito próximo neste momento, porque é fundamental que o empreendedor saiba e entenda quais são as necessidades de uso e os problemas enfrentados pelos usuários. Esta versão é preferencialmente gratuita! passando pela beta… A versão beta é funcional e já com poucos (ou nenhum!) bugs e falhas aparentes, dependendo de poucos ajustes e detalhes. A base de usuários nesta versão deve permitir que seja testada não só a funcionalidade, mas também a performance da solução, – é aí que você descobre se é escalável ou não! -. Seus clientes devem estar próximos, e é importante estar coletando sempre feedbacks. Esta versão geralmente é gratuita mas, dependendo da condição, pode ser cobrada.  e chegando à versão 1.0.! Finalmente, esta é a versão funcional ajustada e comercial. O número de usuários aqui é o máximo possível, de acordo com a estratégia da startup. Aqui o cliente não precisa ter contato direto e constante com a empresa, por isso devem haver canais automatizados para o feedback do usuário, que nesta versão pode pagar pelo produto ou solução. __ Veja a matéria completa em: “Sabe como definir seu MVP?“, Startupi.