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Como a crise afeta ou impulsiona as startups

Tanto as pessoas quanto as empresas, que nada mais são do que pessoas, estão sentindo na pele os efeitos da crise pela qual o Brasil está passando. Segundo o IBGE, em fevereiro de 2016, o desemprego chegou a 10,4 milhões de pessoas e em março, os pedidos de falência cresceram 25,2% em comparação a 2015 – 88% são pequenas empresas, de acordo com pesquisa da Boa Vista SCPC. Porém, as startups parecem responder à crise de maneira diferente e muitas têm aproveitado o momento de incerteza. As startups são empresas diferentes das corporações tradicionais – elas têm uma estrutura enxuta com um modelo escalável, usam e abusam de soluções tecnológicas e buscam solucionar um problema ou causar a disrupção de um mercado tradicional para melhorá-lo, mas tudo isso em condições de muita incerteza e risco. Não existe estabilidade de emprego em startups, nem mesmo a certeza de que a empresa continuará existindo no próximo ano ou no próximo mês. É como se as startups vivessem em um universo paralelo, que está sempre em crise. Por isso, todo esse medo e incerteza que assolam as pessoas e empresas quando o mercado está passando por dificuldades, é o mesmo sentimento de uma quarta-feira normal para quem trabalha em uma startup. A crise que o país enfrenta também afeta as startups, mas de forma diferente: 1) Mais Clientes Com a crise, as empresas tendem a buscar soluções melhores e mais baratas para suas necessidades. As soluções encontradas, muitas vezes, são as novas tecnologias oferecidas pelas startups. Startups B2B (Business to Business – são aquelas que oferecem seus produtos e serviços para empresas), que propõem redução de custo para os clientes, por exemplo, aproveitam esse cenário para conquistar mais clientes. Alguns exemplos: RockContent e Méliuz Empresas. As pessoas também buscam soluções mais eficazes e mais baratas para suas necessidades pessoais, o que impulsiona as startups B2C (Business to Consumer – oferecem seus produtos e serviços diretamente para o consumidor final), que propõem alternativas para economizar ou ganhar dinheiro. Alguns exemplos: Pelando, Méliuz, Nubank e Max Milhas. 2) Mão de Obra Em um cenário sem crise, as startups têm dificuldade em encontrar mão de obra qualificada a baixo custo. A crise aumenta a oferta de mão de obra no mercado e isso ajuda as startups a contratar. Mesmo com a crise atual, existem centenas de vagas de emprego abertas somente nas startups do San Pedro Valley, pólo de startups de Belo Horizonte. Empresas como Uber e Hotmart também ajudam as pessoas que buscam um trabalho autônomo ou um complemento na renda. 3) Novas Oportunidades A crise traz à tona novos problemas e amplifica os existentes. Neste contexto, as startups surgem com novas soluções, melhores e mais baratas, para os desafios e necessidades das pessoas e empresas. Uma organização tradicional é como uma grande embarcação, um Titanic, que tem dificuldade para mudar de direção. Qualquer mudança é muito lenta, o que dificulta alterar repentinamente a rota para desviar de obstáculos que surgem no caminho. Já uma startup é como um jet ski, que consegue mudar e adequar rapidamente sua direção de acordo com as necessidades. As empresas tradicionais querem ser ágeis, enxutas e inovadoras como as startups. Já as startups, querem ser grandes, reconhecidas e dominar o mundo. O que se vê hoje em dia é um movimento de aproximação entre as grandes empresas de setores tradicionais (financeiro, educacional e imobiliário, por exemplo) e as startups que atuam nesses mesmos setores. Acentuada pela crise, essa aproximação é importante para a evolução do mercado e pode gerar ótimos resultados, desde vendas e aprendizados, até operações de fusões e aquisições. Esse movimento é importante para que as empresas e startups encontrem o melhor caminho para sair dessa crise melhor do que entraram. Veja a matéria completa em: “Como a crise afeta ou impulsiona as startups“ , Startupi.